Post do Leitor – A volta da coleção de discos de vinil

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por Ricardo Sócio – @ricardosocio

Olá, amigos colecionadores!

Escrevo a convite do BJC, para falar de uma vertente do colecionismo que andou meio esquecida do grande público nos últimos, digamos… 20 anos! Refiro-me aos discos de vinil. Aqueles “bolachões” que, numa variação ou outra, foram durante quase um século a forma mais comum de se distribuir e reproduzir música. E que, segundo alguns, são ainda hoje o formato que permite o mais perfeito registro de áudio para distribuição em escala.

Mas voltaremos a isso mais adiante.

O fato é que os famosos LPs nunca saíram totalmente de cena. Durante as últimas duas décadas, ficaram restritos ao nicho de consumo dos nostálgicos e dos chamados “audiófilos”. Ao contrário do que pode parecer, a palavra não designa indivíduos com atração sexual pelas ondas sonoras (embora alguns tratem seus vinis com cuidados que geram ciúmes em esposas e namoradas). Os audiófilos são pessoas que gostam de som de alta qualidade e dizem ser capazes de distinguir detalhes de um som ou de uma música que passariam despercebidos ao ouvinte comum. Pelo menos, isso é o que eles dizem.

Pois os discos de vinil ficaram adstritos a esse público por muito tempo. Tanto que somente eram lançados no formato alguns álbuns de artistas e gêneros musicais considerados mais apurados, ou reedições de clássicos consagrados de diversos gêneros. Mas agora, parece que os LPs estão voltando à baila. Inclusive, começam a ser oferecidos em lojas de viés mais popular.

Será que o vinil está de volta? Valerá a pena colecionar os bolachões?

O que é o vinil?

Quem cresceu após o início dos anos 90 provavelmente não tem familiaridade nenhuma com o disco de vinil, que nessa época foi impiedosamente desbancado pelo CD. Primeiro, é preciso dizer que o disco de vinil é um suporte no qual se grava o som de maneira analógica. As ranhuras do disco reproduzem exatamente a frequência do som que nelas está registrado. Se um piano toca uma nota na frequência de 2.096 Hz, por exemplo, no vinil há uma ranhura contendo o registro físico dessa mesma frequência. A leitura se dá por uma agulha que, ao ser arrastada sobre a ranhura, vibrará, gerando pulsos elétricos que serão amplificados, reproduzindo exatamente aquela nota do piano.

Por que ouvir vinil?

Cada um tem seu motivo para colecionar e ouvir vinil. Alguns afirmam gostar do formato por considerá-lo superior em qualidade sonora. O meu motivo, porém, é pura nostalgia. Vivi os anos 80 e, nessa época, era assim que comprávamos e ouvíamos música.

Como vocês sabem, meu principal hobby é o cinema. E foi sempre pela via do cinema que os vinis chegavam às minhas mãos. Sempre que saía um filme de que gostava, ficava esperando o disco da trilha sonora chegar às lojas. Como era moleque e não tinha dinheiro para ficar comprando muitos discos, o jeito era fazer um “rodízio” entre os amigos. Sim, naquela época eu emprestava (e pedia emprestado) objetos de coleção!

Para quem viveu aquela época, colocar um LP para tocar é passear por um campo repleto de sensações sensoriais. Há o “ritual” de colocar o disco no prato, cuidadosamente baixar o braço do toca-discos e ouvir o som característico da agulha tocando o vinil. Até mesmo aquele leve chiado e os suaves estalos do início do disco despertam a expectativa de que “a música vai começar”. É equivalente ao apagar das luzes na sala de cinema.

Parece frescura, mas como eu disse, se justifica pelo saudosismo.

Enquanto o disco toca, é um deleite ler as informações contidas no encarte, muitas vezes presente. Ou apreciar os detalhes da arte de uma bela capa como a do LP de Contatos Imediatos. Pois, além da música em si, os LPs, como itens colecionáveis, têm o atrativo das capas. Apreciar as capas dos discos sempre foi um prazer à parte, assim como hoje apreciamos uma bela luva de DVD ou Blu-ray. Esse apelo visual do LP nunca foi suprido pelo CD, com suas minúsculas embalagens.

O fato é que também eu deixei os vinis adormecidos nessas duas décadas. Somente agora é que resolvi voltar a ouvir os discos que já tinha e garimpar mais alguns títulos.

Retomando a coleção

Hoje, estou aos poucos retomando a aquisição de discos. O enfoque, claro, continua sendo as trilhas sonoras, especialmente aquelas que não consegui adquirir nos anos 80. A busca é difícil, já que, em regra, somente usados é que se encontram tais títulos.

E comprar discos usados exige cautela. Muitas vezes, ao entrarmos em sebos, ficamos entusiasmados com a grande quantidade de títulos à venda por preços tentadores. Mas é preciso conferir atentamente a qualidade do material, já que o LP só proporcionará uma boa reprodução se seu estado de conservação estiver impecável. Um único risco tornará a audição um tormento, pois ele provocará um estalo cíclico como a batida de um relógio durante a música. Às vezes, achamos um título muito desejado, mas a capa está rasgada, embolorada, ou um encarte está faltando, o que é igualmente frustrante.

O perigo aumenta quando a compra de discos usados é feita pela internet, em sites como o Mercado Livre. Muitos vendedores utilizam formas de informar a qualidade de um álbum, dando uma nota para o vinil, outra para a capa e outra para o encarte, se houver. Isso, porém, somente será uma boa referência se o vendedor for confiável. Por isso, ao encontrar um bom vendedor virtual, vale a pena dar sempre preferência a ele, mesmo que seu preço seja um pouco superior ao que foi pedido por um concorrente desconhecido.

Eu tenho tido sorte, pelo menos até agora.

Onde comprar TDs e discos:

Para adquirir equipamentos ligados ao vinil, sempre há a opção de procurar um bom usado em sebos e em vendedores virtuais. Mas a ressalva que faço é: saiba que toca-discos usados podem ser uma inesgotável fonte de problemas. Mecanismos cheios de partes móveis, como o automático do braço, são sujeitos a defeitos difíceis de solucionar devido à falta de peças e de mão de obra que entenda do assunto. Por isso, se for comprar um usado, dê preferência a adquirir de alguém de confiança, que possa falar do histórico do aparelho e informar sobre eventuais problemas.

Para comprar TDs novos, posso citar a loja onde adquiri meu Stanton. É a Catodi – Casa do Toca-Discos, situada na rua Santa Efigênia, em São Paulo, que possui também loja virtual. O problema dessa loja, porém, é que possuem muitos modelos em seu catálogo, mas poucos que realmente estão disponíveis. No meu caso, foram um tanto lentos na confirmação do pagamento e no envio do aparelho, mas o produto chegou sem maiores transtornos. A mesma loja possui acessórios como pré-amplificadores de phono, agulhas, cápsulas etc.

Quanto aos discos, o  primeiro lugar onde procurar são os sebos.

Também os vendedores virtuais, como os do Mercado Livre, são uma fonte relativamente farta de discos para aquisição, embora nem sempre a quantidade signifique qualidade, a menos que você esteja interessado em trilhas sonoras de novela.

Para aquisição de vinis novos, há algumas lojas virtuais que podem ser mencionadas. Entre elas, as nossas velhas conhecidas Amazons, com sua grande variedade de títulos que variam de país para país. Merecem destaque também a Mobile Fidelity (Mofi) e a Acoustic Sounds, ambas com um vasto catálogo. Já para quem curte um som mais retrô, há a ótima Sundazed, com seu acervo mais voltado aos anos 50, 60 e 70, de vários gêneros.

O equipamento

Colecionar vinil não trará nenhuma satisfação se você não tiver onde reproduzi-los. Basicamente, você precisará de um toca-discos, um amplificador que possua entradas “phono” e, claro, caixas de som. Deixo claro que não sou um expert em toca-discos. Sou apenas um entusiasta que está retomando um hobby abandonado há quase 20 anos. Por isso, não sou a pessoa certa para dar dicas minuciosas sobre as características sonoras dessa ou daquela agulha. Ou ainda, qual cápsula resultará em um som mais grave ou mais agudo. Estou ainda ‘tateando’ nesse universo, procurando apenas ter um som honesto e sem pretensões audiófilas.

O toca-discos (TD) é, por natureza, um equipamento destrambelhado. Grande e sensível, exige cuidado no manuseio e limpeza constante. Há vários patamares de toca-discos, desde o básico até os profissionais. E os preços variam de acordo. Infelizmente, no mercado nacional não é tão fácil ter acesso a uma variedade grande de marcas, quando se fala em TDs novos.

Para quem quer começar a ouvir vinil sem investir muito dinheiro, há TDs novos, bem básicos, vendidos por preços que começam em torno de 300 reais (Hitachi HT-1000). Já o preço de um TD intermediário varia entre 650 reais (Stanton T.55; Numark TT-USB; Audio Technica AT-LP60 USB)  e 1100 reais (Stanton T.92 e Numark TT-200). Entre os “tops” estão a lendária pickup Technics 1200-MKII. Esta última já não mais é fabricada. Por isso, uma nova está sendo vendida por mais de 3.000 reais, quando se consegue encontrá-la.

Há um intenso comércio de TDs usados. Em sebos, eles são facilmente encontrados, bem como no próprio Mercado Livre. Porém, comprar um TD usado é sempre um risco.

O toca-discos é um aparelho mecânico, com partes móveis e delicadas. Muitos possuem mecanismos automáticos de braço que, se danificados, podem transformar a vida do proprietário num calvário, em busca de peças e mão de obra para o conserto. Encontrar peças de reposição para aparelhos antigos é um problema sério. Só são encontradas de segunda mão e é preciso “garimpar” para se achar aquilo de que se precisa.

Por isso, se for comprar um usado, dê preferência a adquirir de alguém que você conhece e que possa te dar informações confiáveis sobre o histórico do aparelho.

Aqui vão algumas dicas para ajudá-lo a escolher um toca-discos

Como já mencionei, não sou um expert. Vão aqui apenas algumas dicas básicas que aprendi trocando informações com entusiastas.

1 – O amplificador

Você possui amplificador com entradas “phono”? O sinal gerado pela cápsula dos TDs é fraco. Por isso, um amplificador ou receiver precisará de uma entrada que pré-amplifique o sinal. Um receiver ou amplificador que não disponha de tais entradas não conseguirá amplificar o sinal do TD. Essas entradas são denominadas “phono”. Se o amplificador que você vai usar não possui essas entradas, você precisará de um toca-discos que tenha o pré-phono embutido. Outra solução é comprar um módulo pré-phono separado, implicando gastos adicionais.

2 – Direct-drive e Belt Drive

A distinção se refere ao mecanismo de tração do prato giratório. Nos TDs direct-drive, não há correias entre o motor e o eixo do prato giratório. O prato é conectado diretamente no redutor do motor, o que reduz a possibilidade de variações indesejadas na rotação. O sistema direct-drive é menos propenso a defeitos com o tempo, já que não usa correias que possam ressecar e se deformar. Isso não significa que TDs com sistema Belt-drive (tração por correia) sejam ruins. São plenamente satisfatórios para o uso doméstico e custam mais barato do que os direct-drive.

3 – O braço do TD

Prefira toca-discos com braços mais longos. Quanto mais longo o braço, mais perfeitamente a agulha manterá o ângulo ideal de varredura, resultando em melhor qualidade sonora do começo ao fim do disco. Braços curtos fazem com que o ângulo de leitura se acentue quando a agulha se aproxima do fim do disco. Braços mais longos costumam ter o formato em “S”, o que também é valorizado pelos audiófilos.

O sonho de consumo de qualquer pessoa que gosta de vinil é ter uma das famosas MKII da Technics, um dos mais respeitados TDs de produção em série no mundo. Mas ter uma dessas não é tão fácil. A Technics encerrou a produção dos toca-discos.

É possível comprar um TD e, posteriormente, investir no seu aprimoramento. A substituição de cápsulas e agulhas básicas por outras de melhor qualidade poderá ser uma boa alternativa, caso você sinta que está realmente adquirindo gosto pelo formato. Porém, é preciso verificar a compatibilidade entre o aparelho e as peças substitutas. Para ficar por dentro, nada melhor do que frequentar fóruns e manter contato com aficionados.

Há ainda TDs que possuem conexão USB, destinada a permitir a ligação a um computador para digitalização de músicas. Isso só se justifica se você tiver uma grande coleção de vinis e quiser se livrar dela. Pois, se for manter os discos, o ideal seria ouvi-los no original.

Vinil x Digital

A disputa entre adeptos do vinil e das mídias digitais é de longa data. E não vai ter fim. Como mencionei no início do texto, os audiófilos adeptos do vinil juram de pés juntos que o vinil produz um som com qualidade superior à dos registros digitais. Mas outros defendem o contrário. Para não tomar partido na polêmica, vamos apenas elencar os argumentos.

É verdade indiscutível que o vinil, assim como outras formas de registro analógico, tem capacidade de registro de áudio mais apurado do que as mídias digitais.

Primeiro, porque mídias digitais necessariamente trabalham com taxas de amostragem. Ou seja, o som não está registrado por completo. Assim como num DVD, uma gravação digital de áudio também tem seu bitrate que, quanto mais alto, mais perfeito será o registro produzido. Mesmo um formato digital “lossless” somente é “sem perda” se comparação ao master do estúdio. Mas esse master necessariamente utiliza amostragem para registro do som. Já o disco de vinil não trabalha com amostragem. O registro da onda sonora é completo. Não há bitrate, pois a informação está toda lá.

Segundo, porque é cientificamente mensurado que o vinil mantém a intensidade de resposta mesmo em faixas de frequência em que um CD já não consegue bons resultados. Mas sejamos imparciais! Vamos ao outro lado.

O disco de vinil é um registro físico e analógico. A agulha lê os altos e baixos da superfície do disco e reproduz aquilo que lá encontra. Isso torna a leitura vulnerável à presença de riscos, sujeira, mofo, e até mesmo eletricidade estática acumulados na superfície do vinil. Tudo isso é captado e transformado em ruído na reprodução.

Outro argumento é o de que muito da capacidade de resposta do vinil está além da faixa de frequência da audição humana, e que, portanto, não teria utilidade.

E não basta ser vinil para que, automaticamente, a qualidade seja boa. Há discos bem masterizados e prensados, normalmente em vinil virgem e espesso. E há os de qualidade inferior, que podem, de fato, ser muito ruins.

Além disso, extrair um som de qualidade audiófila de um vinil não é tão simples quanto conseguir um bom som de um CD. Para um vinil mostrar todo o seu esplendor, é necessário um bom TD, com agulha adequada ao tipo de música, cápsula compatível, um bom pré-phono. Indo mais adiante, pode-se falar até em amplificadores valvulados e caixas compatíveis.

Já de um CD, praticamente qualquer reprodutor consegue uma boa leitura. Um CD player dedicado, um DVD player ou até mesmo o drive de seu computador, com uma boa placa de som e conectado a boas caixas, gerará um som de boa qualidade se corretamente amplificado.

Então, vemos que há prós e contras. E os argumentos apontados por ambos os lados são verdadeiros.

Há quem diga que o vinil tem um som mais aveludado, mais “quente”. Mas isso, claro, é absolutamente subjetivo. Não dá pra se medir quesitos como “aveludamento” e “temperatura” de som em laboratório. São apenas termos para expressar sensações, e não qualidades objetivas do som.

Portanto, para mim, a questão é puramente de gosto pessoal. Eu curto ambas as formas, tanto o vinil quanto os arquivos digitais como CD, SACD e MP3.

A “volta” do vinil

Muitas lojas internacionais e nacionais nunca pararam de trabalhar com os LPs. As próprias Amazons possuem um grande catálogo de títulos e enviam para o Brasil. Livrarias mais completas também costumam ter uma seção dedicada aos bolachões.

Em janeiro, pude conferir a seção de vinis da Livraria Cultura no Shopping Bourbon, em São Paulo. Vários títulos disponíveis, inclusive trilhas sonoras. Recentemente, ficamos sabendo que até lojas mais populares como Casas Bahia e Ponto Frio estão disponibilizando títulos no formato em seus sites.

Será que o vinil está voltando?

Pessoalmente, não acredito numa “volta triunfante” dos LPs, como formato para as massas. Acho que eles continuarão onde estiveram nos últimos 20 anos, ou seja, continuarão tendo seu público restrito, porém fiel. O fato de que cada vez mais títulos novos estejam sendo lançados em LPs, para mim, não caracteriza uma volta do formato ou um aumento de público. Pelo menos, não ainda. Acho que há apenas o reconhecimento, pela indústria fonográfica, de que esse público existe e está ávido por títulos novos. Talvez, a indústria e o comércio tenha se dado conta do intenso mercado de títulos usados e decidido dar atenção a esses consumidores.

Outro fator que, acredito, esteja estimulando a produção de vinil é a decadência do formato de comercialização tradicional do mercado fonográfico. Os CDs simplesmente foram abandonados pelo público, em favor dos arquivos MP3, OGG e FLAC. Sem entrar na discussão da legalidade dos downloads piratas, o fato é que, por causa deles, a indústria fonográfica simplesmente não tem mais argumentos para convencer o grande público a comprar um CD, quando se pode baixá-lo de graça, ainda que ilegalmente. Por isso talvez, as gravadoras tenham percebido que elas têm, no vinil, um produto vendável e insubstituível. Algo físico que elas podem colocar na prateleira da loja e vender a um público fiel, sem ter que disputar mercado com o MP3.

No momento, porém, o preço de um vinil novo vendido em loja no Brasil é absolutamente proibitivo, chegando, em alguns casos, aos 180 reais ou até mais. E esse custo certamente invalida o formato, não apenas como objeto de coleção, mas como forma de difusão musical. Pois, por mais que se tenha boa vontade (e dinheiro sobrando), o preço de mais de 100 reais por 10 ou 12 músicas é impraticável. O próprio CD não está conseguindo manter seu mercado, mesmo sendo vendido por um quinto desse valor.

Minha percepção vai no sentido de que o mercado de vinil no Brasil se manterá como está. Ou seja, pelo comércio de usados, ou pela importação direta pelo consumidor. Um crescimento significativo de vendas, a ponto de justificar produção nacional em escala e causar redução de preços, está muito além dos horizontes brasileiros.

Como vocês viram, procurei manter absoluta imparcialidade. Não sou daqueles que afirmam que vinil é o que há de melhor em termos de áudio musical, pois eu mesmo não consigo me convencer disso. Sei que esta conclusão poderá trazer comentários irados de audiófilos adeptos do vinil. Não é essa a intenção. Mas não posso passar a impressão de que basta comprar uma vitrola e um disco mofado para se ter excelência musical.

Gosto de ouvir vinil como forma de satisfazer a nostalgia, o que independe da aferição da qualidade sonora. Para mim, é um prazer emocional, não racional. Mas se, por um lado, não quero afirmar que o som do vinil seja melhor do que o de uma mídia digital, por outro, não nego que ele seja diferente. É um som “quente”, aconchegante. Manusear os discos e apreciar as artes das capas são experiências lúdicas. Por isso, nada melhor do que munir-me de minha bebida favorita, reduzir a luz, colocar um disco na vitrola e viajar no tempo.

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