Chora colecionador brasileiro! A ARGENTINA já tem SteelBook!

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A gente chora, ele dá risada da nossa cara :/

Em 2 de agosto de 2012 o BJC publicou uma entrevista com Eduardo Figueroa, Gerente de Marketing da Scanavo. A empresa é dona da marca SteelBook, a embalagem mais cultuada pelos colecionadores mundiais. Num momento da entrevista, perguntamos ao Eduardo se existe algum mercado que a Scanavo teria tanta dificuldade de entrar com seu produto como acontece no Brasil (que só tem SteelBooks para games). Ele respondeu prontamente:

Argentina é muito difícil, mais que o Brasil. O problema lá é a importação. São muitos impostos, chegando a 100% do valor original dos Estados Unidos ou México. Mas estou há quatro anos nesta companhia e não a deixarei até o dia em que conseguir lançar um título em SteelBook no Brasil e um na Argentina.

Então agora parece que o desafio do nosso amigo Eduardo chegou ao fim (mas só na Argentina), pois o nosso seguidor Fernando Coppini encontou numa loja física do país vizinho um SteelBook do filme Fúria de Titãs 2. Observem as imagens:

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Segundo o Fernando, a edição custa na Argentina o equivalente a 125 Reais. Conforme indica o adesivo frontal, ele é COMBO com DVD e Digital Copy. Mas o que chama a atenção, e acaba por pisotear em cima de todos nós, é o adesivo traseiro da embalagem. Leia e depois descreva a sua reação nos omentários:

É isso mesmo meus amigos. Por algum motivo jurídico/contratual, a etiqueta argentina da edição determina que o produto não pode ser vendido no Brasil. Pelo que o próprio SteelBook informa, o disco tem dublagem e legendas em português. :/

Essa etiqueta é aquela que tem as informações do produto para consumo, atendendo a legislação do país, como acontece aqui no Brasil também. Mesmo que o SteelBook tenha o texto impresso nele em espanhol (o My Movies indica, pelo código de barras, que ele é mexicano) é necessário que isso seja feito. Entrando no site avh.com.ar podemos perceber que essa é a empresa que replica os discos na Argentina (tipo a Videolar deles). Assim sendo, podemos concluir que a embalagem é importada (afinal de contas não há fabricação de SteelBooks fora dos EUA e Dinamarca), porém ela é quente e oficialmente distribuída pela Warner portenha, exatamente a situação que lutamos para ter aqui no Brasil.

É muito triste ver que um país com uma economia menor do que a nossa e com um mercado consumidor/colecionador muito mais acanhado que o brasileiro tem este produto nas prateleiras. Mas, ao contrário do Brasil, a Argentina parece ter executivos muito mais inteligentes que os brasileiros, que conhecem seu público consumidor e SABEM GANHAR DINHEIRO.

Nos resta continuar lutando pelo lançamento do SteelBook no Brasil, contando com a ajuda da Scanavo e de Eduardo Figueroa. A indústria dos games já está na frente, e isso pode ser mais um argumento para convencer os estúdios brasileiros a lançar o SteelBook por aqui. Mas a luta não é fácil.

Enquanto isso, nos resta lamentar e chorar. De raiva.

SteelBooks importados cadastrados no SAP, com todas as informações de preços e idiomas: