“PARIS É PARIS” e esse é o problema (pelo menos em home video)

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Na sua edição de janeiro de 2013, a revista Ver Vídeo publicou entrevista com o diretor geral da Paris Filmes, Marcio Fraccaroli. A matéria de seis páginas é focada no sucesso dos filmes da empresa nos cinemas (acreditem, é a maior distribuidora de filmes do Brasil) e como ela trata seus lançamentos para locadoras (afinal o público da revista é esse).

 

Imagem: reprodução Ver Vídeo

Na conclusão da entrevista, o Sr. Marcio afirma que em evento no final do ano passado alguém cunhou a frase “PARIS É PARIS” em discurso empolgado. O autor da frase queria demonstrar que a empresa não era uma simples independente brazuca, tampouco uma grande major internacional, mas uma empresa ímpar por seu sucesso e competência nas bilheterias.

O que impressiona é que mesmo com tamanha ~competência~ (e muita sorte) na distribuição dos filmes nos cinemas, o mesmo não se aplica em home video. Focada nas locadoras (se você não sabe o que é isso, era algo que tínhamos onde hoje existem as “Americanas Express”), a Paris oferece produtos caríssimos para venda direta, muitas vezes com extras limados e apresentações medíocres. Aliás, falando em apresentação, ainda tento entender a razão pela qual os DVDs da Paris como de O Artista tem melhor acabamento que o respectivo Blu-ray. A “saga” Crepúsculo também sofre do mesmo mal nas mãos da Paris, como já comentamos em outras oportunidades.


Aspecto interno de uma loja do principal cliente de home video da Paris Filmes.

E pra fechar: no último mês o perfil da Paris no Twitter virou um caos, entupindo a timeline de links para o Facebook e sem interafgir com NINGUÉM. Isso demonstra, mais uma vez, a falta de sensibilidade da empresa ao se relacionar não só com os colecionadores, mas com seu público em geral.

Mas, mesmo com tudo isso, PARIS É PARIS!

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