Olá, amigos do BJC.

Aqui não é o JC. Aliás, para os mais atentos, talvez nem precise me apresentar, já que se ligaram que tem um outro cara aí fazendo alguns posts (e até alguns artigos meio diferentes). E essa é a minha coluna semanal, mensal, o escambau. O nome será esse: PC DÁ A LETRA. (não gostou? Inventei agora, não deu pra fazer nada melhor, sorry).

Para os menos atentos, fiquem mais ligados nisso, para que os xingamentos sejam melhor direcionados.

Sou o PC, colecionador, e acompanho e participo disso aqui (BJC / mundo colecionístico BR) já faz muitos anos. Já participei de eventos com (e pelo) site, já fui enviado especial para cobrir lançamentos internacionais, e já participei também de eventos etílicos com a presença de ilustres colecionadores, dentre eles o finado Amaray Jr. É, eu to por aqui faz um tempinho já =D

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Sou esse cara aí! Sim, o ganhador do Oscar. Esse outro eu não sei quem é!

Hoje venho falar de um assunto que faz tempo que a gente não conversa por aqui. O querido Felipe Fonseca já até falou algumas coisas bem legais aqui e aqui.

Eu coleciono. Se você está lendo esse texto, provavelmente também coleciona. Se você está lendo esse texto e não coleciona, talvez você precise rever alguma coisa da vida, porque corre o risco de você já ter colecionado algo, nem que seja um álbum de figurinha.

Eu, por exemplo, coleciono “coisas”. Sério, minha vida inteira está tomada de memórias de alguma coleção. Já colecionei desde as coisas mais “normais”, como figurinhas, latinhas de cerveja, chaveiros, gibis da Turma da Mônica, até coisas não tão ortodoxas, como ponta de lápis (!!) e tatu-bola (qual não foi minha surpresa ao descobrir que colecioná-los dentro de um vaso de plantas não era muito efetivo, já que meio que era o próprio habitat natural deles, e eles fugiam com tranquilidade?). Colecionar sempre me fez bem, mas eu realmente nunca entendi a razão disso. Sempre que faço um exercício sobre minha coleção, dificilmente chego numa explicação lógica. E mesmo quando estou bem perto dessa explicação, olho pra alguma edição aqui do meu lado, acho ela linda, e já esqueço a linha de raciocínio. E a diferença entre um cara que coleciona artes caríssimas e nós, que colecionamos filmes e games, é só o dinheiro (e o gosto, óbvio)!

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=D

E por que estamos aqui debatendo coleção num site voltado para colecionadores (o maior do BRASIL)? Pra poder explicar para os próprios colecionadores o que é colecionar? Certamente não! Mas, às vezes, acho que precisamos demonstrar que existem uma porção de diferenças entre essa arte tão bonita (arte bonita pra gente. Quem vê de fora, me acha um imbecil).

Um problema que ocorre na nossa comunidade, há muitos e muitos anos, é o preconceito contra os próprios colecionadores. Quantas vezes não vimos por aqui alguém dizendo que comprou uma edição bonita de algum filme não tão legal, e recebeu uma porrada de comentário dizendo “filme lixo”, “que bosta”, “como você gastou dinheiro com isso? Que absurdo”? Já perdi a conta de vezes que pessoas entraram em conflito simplesmente porque uma delas disse que comprou um filme que nunca assistiu. Já vi inúmeras discussões geradas somente porque alguém havia dito que gosta ou não gosta de SteelBook, ou que comprou o mesmo filme em mais de uma edição, ou porque simplesmente decidiu não comprar um filme que saiu numa edição que ele não curtiu.

Vendo tudo isso por tanto tempo, estou aqui como representante de tudo que há de “errado”, para essas pessoas, na arte de colecionar filmes. A partir de agora, fiquem a vontade pra direcionar todo esse ódio pra mim, e deixem as pessoas colecionarem do jeito que elas quiserem. Olha aí o que eu sou:

  • Compro filme sem gostar do filme;
  • Compro edições bonitas só porque elas são bonitas;
  • Se eu não gosto do filme, e ele sai numa edição FODA, eu compro;
  • Se eu adoro o filme, e ele sai numa edição lixo, eu compro;
  • Se eu amo o filme, e ele sai numa edição FODA depois de eu já ter comprado outra edição, eu compro de novo;
  • Eu compro qualquer coisa em SteelBook, só porque é SteelBook;
  • Eu compro qualquer coisa da Disney/Pixar, só porque é Disney/Pixar;
  • Tenho filme na coleção que não abri, não assisti, não testei nem se o disco funciona;
  • Se sai um filme do Adam Sandler, aí eu não compro. Aí já é demais mesmo. Aqui, o preconceito tá liberado.

Então, que tal a comunidade tentar ser menos tóxica, mais receptiva, e ter mais empatia entre a galera toda? Nós já somos tão poucos, tão estranhos aos olhos do resto da sociedade, o que ganhamos reclamando de outros colecionadores e de outras coleções? Já diziam os grandes sábios antigos: “Cada louco com sua mania”!

É um clichê gigantesco dizer “as pessoas são diferentes”, não é? Mesmo sendo um clichê, nós percebemos que sempre precisa ser dito.

Viva as diferenças!

Viva as coleções!

Viva aquelas coisas importantes que deixamos de comprar e fazer pra gastar dinheiro com disquinhos!

Quem chegou até aqui, sabe que eu menti! :)
Quem chegou até aqui, sabe que eu menti! 🙂

 

Bom, como eu sou um cara que já tá na onda do QUATROCÁ, vai aí algumas dicas de filmes nesse novo mundo:

LINK DIRETO

Jumanji em 4K com legendas em Português!! =D

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