BJC DEBATE | Será que Will Smith vai ser o responsável pela volta do 3D?

Projeto Gemini pode mudar tudo novamente? Opine!

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Um dos maiores heróis dos filmes de ação nos anos 90, Will Smith não tem sido muito feliz em suas escolhas de projetos nos últimos anos (a exceção é o recente Aladdin). Paralelamente o diretor Ang Lee só fez um filme desde As Aventuras de Pi, de 2012, o ignorado A Longa Caminhada de Billy Lynn. Enquanto em termos de história Billy Lynn não acrescentou em nada, em termos tecnológicos ele entrou para o a História do Cinema como o primeiro filme gravado a 120 frames por segundo, dando uma sensação maior de realidade pela sua enorme fluidez (o padrão são os clássicos 24 quadros por segundo).

Pois, assim como As Aventuras de Pi é considerado um dos melhores filmes em 3D de todos os tempos, em Projeto Gemini, novo filme de Ang Lee estrelado por Will Smith, a junção do 3D com o ultrarrealismo dos 120 fps acabaram por transformar a experiência fílmica em algo único. Há alguns dias houve uma exibição da “película” para a imprensa e a resposta foi unânime: Projeto Gemini é revolucionário e TEM que ser visto em 3D.

Pode parecer exagero achar que um filme sozinho pode mudar um mercado, mas se você foi aos cinemas em 2009 pôde constatar isso com seus próprios olhos envoltos em um par de óculos 3D: o fenômeno Avatar alavancou as vendas de ingressos mundo afora não tanto pela sua história mas sim pelo excelente uso dos efeitos em três dimensões.

O impacto foi tão grande que depois dele e por muito tempo, todos os grandes lançamentos eram exibidos majoritariamente em salas com 3D. Infelizmente a vontade de ganhar dinheiro fácil falou mais alto e os estúdios faziam versões em 3D nas coxas, só para encarecer o valor do ingresso. Por causa disso nos últimos tempos a tecnologia caiu em  ostracismo.

As TVs 3Ds pararam de ser fabricadas e agora até os grandes filmes não contam mais com uma versão no formato. O brasileiro que quer ver um filme em 3D em casa tem que importar e, mesmo assim, não é certeza de que a mídia irá rodar no seu aparelho por conta das separações por região. Eu mesmo comprei um BD 3D de Exterminador do Futuro 2 no Reino Unido (que, aliás, como muitos novos títulos, NÃO foi lançado nos EUA) e não pude assistir pois era de região diferente do meu player.

A pá de cal foi quando a Disney, maior vendedora de filmes em 3D do mundo, anunciou que ia parar de vender no formato aqui no Brasil. Os outros estúdios seguiram a líder e também abandonaram o 3D. Paralelamente, há uma espera pelo lançamento de Avatar 2 em 2021 com a promessa de exibição de um 3D sem óculos (embora haja rumores de que só em Avatar 4 ou 5, lá por 2025, esta tecnologia deve estar disponível).

Até lá, com este hype em torno de Projeto Gemini se formando, talvez o formato dê um último respiro e traga uma leva de novos títulos em 3D antes de ser substituído pela nova tecnologia. Algo que não deve ser imediato, mas mesmo assim, a médio prazo. Talvez a tempo de aproveitar a Copa do Mundo de 2022 ou as Olimpíadas de 2024, eventos onde historicamente há uma grande troca de TVs “antigas” por novas.

Mas enquantoProjeto Gemini não estreia no dia 10 de outubro e mostra se vai ter este poder de dar sobrevida ao formato, temos que nos contentar com os filmes que já temos e rezar para que nossas TVs 3Ds não quebrem. Pois vida de colecionador é assim. Até em questões relacionadas à modernidade e tecnologia temos que apelar pra fé para não ficarmos na mão.

Obs. Em tempo. Algum leitor do BJC tem projetor 3D? Conte sua experiência no espaço para comentários abaixo 😉

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