RESENHA DO LEITOR | Carrie, a Estranha (De Palma Essencial)

Resenha técnica do filme de 1976!

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2000

por Pedro HB (originalmente postada no Grupo do BJC no Facebook)

Voltamos! Como tem MUITA coisa pra resenhar, vou fazendo e soltando aos poucos, filme por filme. Começando pelo meu favorito do De Palma EssencialCarrie, a Estranha. Foi utilizado o master 4K que serviu de base para as edições da Shout e da Arrow. Nessas, o filme tem o disco todo pra ele. Na Versátil ele divide espaço com o filme Vestida para Matar. Obviamente, a compressão de vídeo acaba sofrendo um pouco com isso (mais sobre isso abaixo). É um filme bastante granulado, típico de um filme de baixo orçamento da década de 1970, onde a maneira como a bitrate é distribuída precisa ser feito com muito cuidado. Tem cenas que até se saem bem, mas outras não.

VÍDEO:

  • Versátil, bitrate média de 27mbps
  • Arrow, bitrate média de 35mbps
  • Shout, bitrate média de 35mbps

Pelo gráfico abaixo, a bitrate de vídeo da edição da Versátil oscila bastante, nunca mantendo um nível estável, chegando a cair próximo a 10 bmps por alguns momentos, enquanto que nos gráficos da bitrate da Shout e Arrow essa oscilação é bem menor, mantendo uma estabilidade maior e subindo conforme necessário. E isso se traduz no filme.

A edição da Versátil oscila bastante com cenas em que a bitrate é alta o suficiente a ponto das diferenças serem mínimas e outras com a compressão bem mais perceptível, mostrando anomalias como macroblocking. Tudo bem que o filme de 98 mins teve que dividir espaço com outro (Vestida Para Matar, 105 mins), totalizando então aproximadamente 203 mins de vídeo pra um BD50. Eu acredito que teria sido melhor ter optado por manter um nível mais estável de bitrate, mesmo que mais baixo. Creio que dessa maneira haveria menos problemas. Mas como sempre digo, eu não tenho experiência com softwares de autoração de vídeo, apenas brinco com alguns softwares gratuitos disponíveis por aí. E justamente brincando com esses softwares foi que cheguei a essa conclusão, de que é preferível manter uma estabilidade da bitrate a optar por esses “altos e baixos” excessivos, essa oscilação onde temos 40mbps em alguns momentos e 10mbps em outros. Os primeiros prints, da cena do vestiário, falam por si só. Eu inclui também prints da edição da Arrow, que na minha opinião é a edição superior nesse aspecto. Coloquei no post só os dois primeiros prints, para dar uma noção da diferença na compressão de vídeo. O restante, em PNG, está na pasta do Drive.

Também pude disponibilizar um remux da cena de abertura no vestiário, graças a um colega que tem a edição da Shout e fez a gentileza de ripar esse trecho de cena e me enviar. Como é uma cena que tem muié pelada, obviamente estarão só na pasta do Drive e não aqui, senão o Tio Zuck acha ruim comigo. Essa cena de abertura mostra a diferença de compressão de vídeo entre a edição da Shout e da Versátil. Recomendo que façam o download desses vídeo para assistir na qualidade máxima pois o player do Drive comprime o vídeo demais.

ÁUDIO:

  • Versátil, Inglês DTS-HD MA 5.1 48kHz/16bit e LPCM 2.0 48kHz/16bit
  • Shout, Inglês DTS-HD MA 5.1 48kHz/24bit e DTS-HD MA 2.0 48kHz/24 bit
  • Arrow, Inglês DTS-HD MA 5.1 48kHz/24bit e LPCM 1.0 48kHz/24bit

Quanto ao áudio, a remixagem 5.1 está bem representada em todos. Como sempre falo antes, a redução de 24bit para 16bit não traz prejuízo audível algum, e ainda reduz consideravelmente o espaço necessário de armazenamento. A minha GRANDE decepção com o áudio 2.0 da Versátil é que ele não é a mixagem original mono, e sim um fold-down do áudio 5.1 apenas. Não sei se foi intencional, mas pra mim é lamentável a mixagem mono não estar presente aqui. Desde o DVD lançado em 2001 nós temos o áudio mono como opção e em todos os blu-rays até o momento. Não há necessidade alguma de acrescentar uma opção em 2.0 estéreo de uma mixagem que está muito bem servida em sua opção 5.1 e excluir o áudio em mono.

Como extras, temos um bom mix de extras disponíveis desde o DVD de 2001 da MGM, o Blu-ray de 2016 da Shout e o Blu-ray de 2018 da Arrow, todos legendados e devidamente separados dos extras do Vestida Para Matar.

Concluindo, é uma boa edição que agrada a maioria. O pessoal mais exigente com a qualidade pode não ficar muito satisfeito (eu inclusive). A oscilação excessiva da bitrate de vídeo prejudicou um pouco a compressão de vídeo e ausência do áudio original mono foi algo lamentável, na minha opinião. Lembro do caso do Psicose 4K, onde aconteceu a mesma coisa (o áudio 2.0 era simplesmente um fold-down do áudio 5.1), provocou a ira dos fãs e foi motivo pra recall dos discos.

As always, aqui está o link do Drive com todos os prints, os vídeo citados e os BD Infos. Sempre que possível, visualize num PC ou notebook.

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